segunda-feira, 17 de setembro de 2012

TÉCNICA DE VISUALIZAÇÃO: SUPERANDO SENTIMENTOS DE CULPA

Dica de livro: IMAGENS QUE CURAM (EPSTEIN, GERALD)



Gerald Epstein apresenta técnicas simples e eficazes para combater dezenas de doenças. Neste livro fala sobre o poder da visualização nos processos de cura, esclarece o processo que liga 
mente e corpo e apresenta exercícios específicos para cada tipo de moléstia. A obra também oferece práticas de visualização para o bem-estar geral, proporcionando ao leitor aquilo que todos buscamos - o equilíbrio entre mente e corpo.




Quem estiver interessado, segue abaixo o link para acesso de alguns trechos do livro:
http://pt.scribd.com/doc/56458881/Imagens-Que-Curam




TODA CURA PASSA INEVITAVELMENTE PELO "AMAR A SI MESMO"

"Para mim está claro que a doença e os estados emocionais negativos são IMAGENS de crenças negativas. A natureza da doença parece ser física, enquanto a natureza dos estados emocionais parece ser mental. Contudo, ambos são IMAGENS, o que significa que são, na verdade, CRIAÇÕES MENTAIS. Se você aceitar isso _ ou pelo menos levar em consideração _ estará no caminho para se tornar o autor de um novo capítulo em sua vida.

Aqueles que assumem a tarefa de amar a si mesmos, de se desvitimizar e de estender essa perspectiva para o universo descobrem que o universo responde. É tão simples quanto mudar suas crenças."

Dr. Gerald Epstein
Livro: Imagens Que Curam
Link para visualização de parte do livro:

TÉCNICA DE VISUALIZAÇÃO: SUPERANDO SENTIMENTOS DE CULPA


Segue abaixo link para acesso/download de um texto extraído do livro "IMAGENS QUE CURAM", mencionado há alguns dias aqui nesse espaço, e que ensina a técnica de visualização desenvolvida por Gerald Epstein. Neste primeiro post da série estamos focando o SENTIMENTO DE CULPA... Espero que gostem... Namastê
O Processo de Criação de Imagens
A CONEXÃO MENTE-CORPO
 A chave para o processo do trabalho com imagens encontra-se nas conexões entre emoções, sensações e imagens.
 A emoção significa literalmente "movimento a partir de" : ela equivale a movimento; e movimento é a essência da vida, nosso élan.
 Emoção é vida, e tanto pode assumir a forma externalizada da ação ou reação, quanto a forma internalizada do sentimento.
 As emoções estão intimamente ligadas às imagens. Toda emoção pode se manifesta por uma imagem.
 Ninguém mais no mundo vê esta imagem com a mesma precisão: ela é o correspondente visual de seus sentimentos. As imagens dão forma às emoções.
 Uma imagem é a expressão mental de um sentimento. Mas há também uma expressão física — as sensações. Um sentimento tem certas sensações físicas associadas a ele. Quando estamos zangados, experimentamos, com frequência, um aperto no peito. Quando estamos

felizes, experimentamos, também com frequência, uma sensação de leveza por todo corpo. Assim como um sentimento tem sensações físicas associadas a ele, o mesmo acontece com uma imagem. Não existem imagens sem sensações que as acompanhem.

 No trabalho com imagens, você as utiliza para mudar suas emoções ou sensações. Essencialmente, você usa imagens para criar e afetar sua experiência. E isso ocorre da seguinte forma: ao trabalhar suas imagens e modificá-las, você estará simultaneamente atuando sobre as sensações e emoções que as acompanham. Uma vez que a imagem muda, a emoção também muda, assim como as sensações a ela associadas. Tal como os lados de uma equação, emoção e imagem se equivalem; são duas expressões da mesma realidade, e a sensação está ligada a ambas. Quando você muda a imagem, modifica toda a equação.

PREPARANDO A MENTE

Existem quatro componentes na preparação da mente para a cura pelas imagens. Os dois primeiros fazem parte de qualquer exercício de imagens mentais. Eu os chamo de intenção e tranquilização. Os outros dois são específicos da experiência de criar imagens. Chamo a estes componentes de limpeza e transformação.
Intenção
A criação de imagens está direta e dramaticamente ligada à intenção — a ação mental que direciona nossa atenção e nossas ações.
Todos sabemos o que são intenções. "Tenho a intenção de tirar minhas férias no mês que vem", dizemos, e planejamos para que isso realmente ocorra. A intenção nos guia nas grandes e pequenas coisas.
Quando você liga a televisão, é porque tenciona vê-la. A intenção é a expressão ativa dos nossos desejos canalizados pelos nossos sistemas fisiológicos. Ela frequentemente se manifesta em forma de ação física ou mental. Em resumo, é aquilo que desejamos alcançar.
O que é que isso tem a ver com as imagens mentais e o processo de cura? Quando fazemos um exercício de imagens mentais, sempre começamos definindo e esclarecendo nossa intenção — o que queremos alcançar com o exercício. Por exemplo, se você quer curar um osso quebrado, deve dizer para si, antes de começar o exercício, que você está fazendo isso para consolidar seu osso. Você se dá uma instrução interna. Você pode pensar nisso como se fosse um tipo de programa de computação para a sua mente, de modo que ela se restrinja ao processo pelo qual você está passando.

Quando você diz para si mesmo que vai concluir uma tarefa específica e quando você tem clareza sobre qual seja ela, seu sucesso ao usar as imagens mentais será redobrado.
A intenção depende da vontade, que é simplesmente o impulso de força vital que nos permite fazer escolhas. Cada um de nós tem vontade e ela se reflete nas escolhas que fazemos todos os dias quando nos levantamos, vestimos as roupas, vamos trabalhar, fazemos nossos trabalhos — ou lemos este livro. Todas estas ações são atos de vontade.
Quando damos uma instrução à nossa vontade, temos então uma intenção. A intenção é uma vontade dirigida e é essencial para todo o trabalho de auto-ajuda gerado através da imaginação. Usando-a, direcionamos a vontade para dentro, de forma a encontrarmos novos caminhos que nos levem a uma saúde melhor e a vidas mais enriquecedoras.
Passamos a ter domínio consciente sobre nossas vidas. Na rotina diária orientamos nossa vontade preferencialmente sobre eventos externos: seja ao nos empenharmos em obter algo do mundo ou ao procurarmos moldar o mundo exterior às nossas próprias necessidades (ou ao que imaginamos serem nossas necessidades).
Esquecemo-nos de que podemos mudar a direção desta mesma vontade e desta mesma força de intenção, redirecionando-as para nós mesmos, de forma a tomarmos as rédeas de nossas vidas e modifica-las.
A vontade alerta e a intenção consciente constituem a parte central da cura pelas imagens mentais. Frequentemente entregamos a outras pessoas, a autoridades de todos os tipos, a tarefa de nos ajudar, por termos sido condicionados a não usarmos nossa vontade em nosso próprio benefício. A cura pelas imagens mentais nos oferece a oportunidade de alcançarmos uma maior independência e liberdade.
Algumas pessoas podem hesitar ante esta oportunidade, mas uma vez que experimentem os resultados ficarão maravilhadas ao invés de temerosas. O que estas pessoas precisam ter em mente é que elas não estão fazendo mal a ninguém, nem a elas próprias, quando se outorgam a liberdade (e a autoridade) de usar sua imaginação de forma a contribuir para sua própria cura.

Tranqüilização

O segundo componente para prepararmos nossas mentes para a cura pelas imagens é aquele que chamo de tranquilização.

A ambientação adequada para a cura requer dois tipos de tranquilização: externa e interna. A quietude externa nos ajuda a concentrarmo-nos na tarefa de nos voltarmos para dentro. As distrações e as perturbações do dia-a-dia impedem este tipo de recolhimento.

Não é preciso estarmos em um monastério ou em uma caverna para produzirmos imagens, mas temos que evitar os efeitos desagradáveis de ruídos perturbadores.
Por outro lado, certos tipos de ruído podem contribuir para a tranquilidade interna: o som dos pássaros, da natureza e até mesmo o barulho distante do tráfego (inclusive as buzinas!). Se não ficamos com raiva do barulho nem nos forçamos a ignorá-lo, logo ele fará parte do exercício. Quando nos esforçamos demais para eliminar o barulho, ocupamo-nos com isso e obstruímos o processo de criação de imagens.
Algumas pessoas já me disseram que fazem seus exercícios no metrô ou no ônibus, o que demonstra que o ambiente pode até estar apinhado. No entanto, não recomendo esta prática, já que ela leva a incorporar o exercício com imagens às atividades comuns do dia. (A exceção ocorre no caso de tratamentos para os quais seja necessário repetir algum exercício várias vezes durante dia, inclusive no ambiente de trabalho.) A criação de imagens, mesmo sendo tão fácil, é uma função especial e não um hábito a mais a ser incorporado às atividades comuns. Não use os exercícios como uma distração para o tédio das viagens de ida e volta ao trabalho. A imaginação para a cura tem suas próprias características e funciona melhor em um local próprio, com um tempo só seu. Em geral, recomendo que os exercícios sejam feitos três vezes ao dia: antes do café-da-manhã, ao entardecer e antes de dormir.
O aspecto interno da tranquilização é o relaxamento. Você deve ter notado que os dois exercícios de imagens que descrevi antes começavam com a instrução de respirar fundo. Ainda voltaremos a falar sobre o modo mais eficaz de respirar antes de começar um exercício, mas, aqui, quero deixar claro que, para o tipo de trabalho com imagens que prescrevo, respirar profundamente uma ou mais vezes, conforme o caso, é o suficiente para criar um grau leve e apropriado de relaxamento.
O relaxamento profundo, ou de meditação, não é o mais adequado. Na verdade, ele pode torná-lo menos alerta — ou até sonolento — e menos sensível à experiência. A ênfase não deve estar no relaxamento, mas na criação de imagens e posterior lembrança. O estado mental requerido é o de total atenção e alerta, e a própria atividade pode intensificar a atenção.

Agora, se você é uma pessoa normalmente tensa e o exercício de respiração não for suficiente para produzir o relaxamento interno, procure o exercício de respiração adicional no capítulo 5, mas lembre-se: um relaxamento profundo não é o que se pretende.
Limpeza
Um terceiro componente do trabalho com imagens é o que chamo de limpeza. Nem todos os exercícios de imagens envolvem limpeza, mas ela é um dos primeiros e mais importantes passos para que você se abra para o processo de se tornar inteiro.
A maioria dos sistemas médicos da antiguidade empregava métodos de limpeza. Os médicos egípcios, por exemplo, consideravam o banho uma condição para a cura, assim como também o consideravam todas as culturas conhecidas do mundo antigo, oriental e ocidental. Os romanos eram famosos pelas técnicas avançadas de banho e purificação em suas termas medicinais. O spa moderno e a hidroterapia europeia são métodos populares oriundos desse antigo processo de limpeza para indução à saúde. Os antigos judeus instituíram um ritual de purificação chamado mikva, que tanto servia como lembrete da necessidade de se cuidar da saúde pessoal quanto para celebrar o Shabat (em si, um dia de limpeza).
Geralmente a limpeza traz uma sensação de alívio, a mesma que, em menor escala, a maioria de nós sente ao tomar um banho. A experiência clínica confirma o significado interior da limpeza. Pense nos vários estados de humor e nas enfermidades que são associadas a "escuridão" e "sujeira". Muitas das epidemias de infecções bacterianas, que dizimaram populações inteiras em todo o mundo, foram geradas em ambientes de saúde pública deteriorada, com péssimas condições sanitárias. Atualmente, as doenças crônicas surgem em áreas onde é crescente a poluição do ar, terra e água.
As doenças mentais, inclusive os estados psicóticos, caracterizam-se por pensamentos tidos como "sujos", como as fantasias sexuais violentas, e culpa associada a atos como a masturbação. As pessoas que estão muito deprimidas frequentemente descuidam de sua aparência e, como os psicóticos, tornam-se gradativamente mais sujas à medida que vão perdendo o interesse pelas relações sociais e lhes falta a energia física necessária para a limpeza do corpo. Um exemplo extremo, embora cada vez mais comum hoje em dia, são os mendigos que, desabrigados, arrastam consigo seus pertences e tornam-se irreconhecíveis sob a camada de sujeira. O significado original de insano é "sujo".
Ao afirmar que a limpeza é necessária para o trabalho com imagens, naturalmente estou me referindo a algo além da limpeza física. Sem ser moralista, eu acho que ser saudável é estar "limpo", em todos os sentidos da palavra. Eticamente falando, isto significa perguntarmo-nos o quão “limpos" estamos em nossas relações com os outros. Muitas pessoas esperam nunca ficar doentes, como se isso fosse um direito adquirido ao nascer. Contudo é esta ideia que as faz se sentirem logradas ao não perceberem a conexão entre a doença e o comportamento aético, com as experiências de culpa e autopunição daí resultantes. Essa perplexidade surge mesmo quando, aparentemente, elas saem impunes de suas "sujeiras".
Quantas vezes já ouvimos a expressão "o corpo não mente"? Na minha experiência, isso se aplica tanto à nossa saúde moral e ética quanto aos nossos hábitos alimentares, exercícios e às nossas atitudes frente ao trabalho. Em cada um de nós, qualquer deslize moral ou ético fica registrado no corpo e pode influenciar negativamente o funcionamento de nossa vida física e mental.
Um deslize ético não significa somente enganar ou fazer intencionalmente o mal a alguém. A questão é mais complexa: você pode enganar também a si mesmo.
Um paciente veio a mim sofrendo de câncer. A doença atingia sua família pelo lado materno há quatro gerações. Também em cada geração um irmão da pessoa vítima de câncer comportava-se de uma maneira que sempre trazia vergonha, desgraça e tumulto à família.
Todos os cancerosos eram chefes de família e sabiam das atitudes dos irmãos. Eles também preferiram manter o caso em silêncio, aguentando sozinhos seu desalento e sua dor.
No caso do meu paciente, o irmão ovelha negra era um jogador compulsivo que acumulara muitas dívidas e estava arrasando com a família dele. Meu cliente estava tirando dinheiro de sua própria família para tentar saldar as dívidas do irmão. Sua gente estava sofrendo e não sabia por quê. Sem querer, ele estava, na verdade, roubando a própria família. Além disso, mentia ao não contar aos seus o que vinha acontecendo. Sua vida moral estava sendo comprometida (ele era um homem honesto e firme) por causa de seu apoio ao comportamento negativo do irmão.
No decorrer de nosso trabalho, meu cliente entendeu que deveria expor a situação para o resto da família. Feito isto, o ar clareou-se e o resto da família veio ajudar o irmão jogador, confrontando-o com a realidade. A partir de então, ele iniciou um tratamento, inclusive nos "Jogadores Anônimos".
Quanto ao meu paciente, ele sentiu que um peso fora tirado de suas costas e começou a entrar em uma fase de remissão.
Para nos curarmos, precisamos começar "fazendo uma faxina". Isso é parte do ato consciente de vontade que precede a aberturados olhos para as imagens; faz parte da decisão de darmos uma boa olhada para dentro de nós mesmos e de estarmos abertos para entender o que nossos corpos e sentimentos estão nos dizendo. Ao usarmos imagens, podemos jogar fora nossa negação de que haja algo errado, limpar nossas decepções e projetar luz sobre nossos padrões habituais de autodestruição. Então poderemos conhecer nossas enfermidades pessoalmente e nos curarmos. Limpeza faz parte da cura e, juntas, elas criam um espaço para que surjam novos e saudáveis padrões e para que ocorra um processo de crescimento positivo.
Um exercício com imagens de limpeza é também um ótimo modo de se preparar para mais um dia. Você poderá encontrá-lo no capítulo cinco.
Transformação
O que significa dizer que a transformação é um dos componentes da cura pelas imagens?
Tanto os modernos físicos quânticos quanto os místicos chineses dizem que o que experimentamos subjetivamente como tempo é, na verdade, um fluxo contínuo de mudança. O sistema médico chinês tradicional é todo baseado na premissa de que doença é sinônimo de bloqueio de energia. Em outras palavras, uma resistência à natureza mutante das coisas.
Tentamos nos agarrar ao que consideramos “boas condições" e, nesse ato, nos enrijecemos, resistindo à possibilidade de dor ou desprazer e vamos, desta forma, ao encontro da dor que tentamos evitar. É lógico que o ato de se prender a algo fugaz, querendo crer que é permanente, gera problemas. Com muita frequência, o problema acaba assumindo a forma de uma doença física.
Todas as pessoas que conheço e que já trabalharam com imagens contam que o "sentir-se melhor" vem junto com o "soltar-se" (de coisas, ideias, preconceitos sobre si ou os outros), isto é, deixar de se esforçar para deter o fluxo dos acontecimentos da vida.
Não que elas se tornem fatalistas e se sentem à beira de um rio, dizendo "o que será, será". Ao contrário, elas se livram ativamente do desespero que envolve o identificar-se com experiências, coisas e situações fixas e limitadas. Conforme o processo de soltar-se vai se aprofundando, também se aprofunda a sensação de bem-estar. O trabalho com imagens e o fluxo do processo de mudança estão indissoluvelmente ligados.
Pode ser que isso aconteça devido a uma função dos hemisférios cerebrais: o hemisfério direito parece conectado à intuição e à formação de imagens, enquanto que o esquerdo parece ligado às funções de lógica e ao raciocínio verbal. Dar asas à imaginação, a imagens sem causalidade, em vez de ao pensamento verbal sequencial, nos ajuda a aceitar o fluxo das coisas. Quando recolocamos a imaginação no seu lugar, em pé de igualdade com o pensamento lógico, nos abrimos para a mudança e a renovação, e nos damos a oportunidade de apreciar a sucessão de momentos no presente, conforme vão se desenrolando.
Isso é exatamente o oposto da nossa experiência habitual, na qual, em geral, focalizamos o passado ou o futuro. Quando fazemos isso, destacamos a descontinuidade e não o fluxo. Nós nos ligamos a pontos fixos aos quais atrelamos um tipo de julgamento e significado prejudiciais.
Por exemplo, pensamos em nós mesmos como "formado no colégio em 7 de junho de 1953", ou dizemos que "o ataque a Pearl Harbor deu-se em 7 de dezembro de 1941", e então atrelamos a esses eventos um conjunto de pensamentos, lembranças, sentimentos, projeções e atitudes. Os eventos se tornam pequenas lembranças endurecidas e nós nos cercamos delas, como que formando uma concha; com o passar do tempo esta concha se torna cada vez mais dura e difícil de quebrar. Se pudéssemos tão-somente perceber os acontecimentos em si, sem quaisquer comentários, sem o tipo de personalização, julgamento, e os gostares e desgostares com os quais os seres humanos tanto estão acostumados, não ficaríamos tão presos às "identificações com o sentimento", que podem gerar doenças e uma desagradável sensação de infelicidade. Isso não quer dizer que possamos permanecer jovens e saudáveis para sempre, mas sim que podemos envelhecer com a mesma graça e flexibilidade que tanto admiramos em santos e heróis, os quais, na verdade, não são tão diferentes do resto das pessoas — a não ser por sua habilidade apurada de fluírem com as mudanças da vida.
Uma vez sintonizados com a mudança, podemos reconhecer o paradoxo no qual muitos de nós vivemos. Costumamos nos considerar individualistas, independentes e cheios de recursos, agindo de modo a formar nosso próprio destino. No entanto, temos medo de parecermos "diferentes" dos outros. Embora seja profundamente gratificante pensar sobre nós mesmos como pessoas independentes, na verdade sempre somos resistentes a novos modos de olhar as coisas, o que consiste no verdadeiro marco de individualidade e independência.

Gostamos de nos ver como diferentes e mais autodeterminados que outras pessoas e pode ser que seja assim. Mas, para alguns, este sentimento pode estar encobrindo uma enorme necessidade de aprovação social — quer dizer, de ser igual.

No mundo material, tentamos nos destacar tornando-nos mais ricos, mais self-made do que os outros, mas à medida que atingimos estes objetivos, encontramo-nos submetidos às normas dos outros ricos. É claro que é muito mais fácil fazer o que se quer quando se tem dinheiro. Os ricos, porém, podem ficar tão entediados com sua vida de luxo quanto podemos ficar cansados do esforço para ganhar dinheiro. A mudança não se efetua em pessoas que meramente alteram suas características externas.

O trabalho com imagens em nossos corpos e mentes é o começo de um caminho na direção de nos libertarmos e nos tornarmos pessoas plenas para conviver melhor com a mudança. Ao nos permitirmos nos afastar do mundo imóvel de bens e aparências, o trabalho com imagens nos ajuda a descartarmos o comportamento e as atitudes que podem afetar negativamente nossa saúde.

Intenção, tranquilização, limpeza e transformação - estes são os requisitos de um estado mental voltado para a cura. Você achará cada uma destas atividades compensadora por si só. A medida que você continuar a leitura e aprender a usar estes componentes para ajudar a curar suas enfermidades e problemas particulares, você se tornará não só mais saudável como também mais livre, pronto a experimentar algumas das infinitas possibilidades que a vida oferece.

ORIENTAÇÕES PRÁTICAS PARA AS VISUALIZAÇÕES
A POSTURA CORPORAL DURANTE AS VUSUALIZAÇÕES
A postura de corpo mais eficaz para o trabalho com imagens é a que eu chamo de Postura do Faraó: use uma cadeira com braços e de espaldar reto; sente-se com as costas retas e os braços pousados confortavelmente, as mãos abertas, com as palmas voltadas para baixo ou para cima, como você preferir. As solas dos pés devem estar plantadas no chão. Você não deve cruzar as mãos nem os pés durante o exercício, nem eles devem estar em contato com nenhuma outra parte do seu corpo. Esta disposição de pés e mãos faz parte da técnica de manter sua consciência sensorial longe dos estímulos externos.


Através dos tempos, a postura do faraó vem sendo utilizada por monarcas que buscam orientação interna antes de tomar uma decisão. É uma postura que expressa a busca de uma orientação interna.
Uma cadeira de espaldar reto é a melhor opção porque a coluna ereta permite dar um caráter consciente à nossa atenção. Deitar, seja em posição horizontal ou reclinada, está associado a dormir e reduz o alto nível de consciência necessário à criação de imagens nítidas.
Sentar com a coluna ereta também melhora sua respiração: seus pulmões precisam dessa posição vertical para poderem se expandir completamente; e a respiração consciente, como todos os antigos médicos e curandeiros já sabiam, eleva o estado de alerta e a atenção para com os processos mentais.
Nós nos tornamos mais sintonizados com nossa vida interna à medida que nos tornamos mais conscientes da nossa respiração. Embora a postura do faraó seja a ideal para se trabalhar com imagens, há ocasiões em que as imagens têm que ser criadas instantaneamente — por exemplo, quando a pessoa está em meio a uma crise de ansiedade. Nessas situações, o trabalho pode ser feito de pé, onde quer que a pessoa esteja.
RESPIRAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DE IMAGENS
A respiração tem um papel fundamental em todas as experiências voltadas para o nosso interior. As pessoas que meditam tornam-se relaxadas e sossegadas contando suas respirações. Os chineses equiparam a respiração à própria mente. Os exercícios de ioga, de parto natural, de levantamento de peso, corrida, ou qualquer outro que envolva intenção concentrada, todos dão ênfase à respiração.
A maioria de nós geralmente não presta atenção à respiração e não se sente confortável ao se voltar para a vida interna. Somos pessoas ativas, com ímpetos de conquistar o mundo exterior e dominar a natureza. Mas é na vida interna, porém, que está a cura para nossos desequilíbrios físicos e emocionais e a promessa de harmonia entre corpo, mente e espírito. A respiração é o ponto de partida para nossa interiorização, o elo que nos permite descobrir nosso imaginário pessoal.
Para realçar as imagens aquiete-se, dizendo a si mesmo para relaxar (explicite sua intenção). Respire ritmicamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca. As expirações pela boca devem ser mais longas e mais lentas que as inspirações, que são normais, fáceis, sem esforço ~ quer dizer, não são trabalhosas nem exageradas.
Expirar mais tempo que inspirar estimula o vago, que é o principal nervo para a tranquilização do corpo. Este nervo começa na base do cérebro, no bulbo, estende-se pelo pescoço e envia ramificações para os pulmões, coração e trato intestinal. Na expiração intensificada, o vago atua ajudando a baixar a pressão sanguínea, a diminuir o ritmo do pulso e do coração, das contrações musculares do trato intestinal, e a cadência respiratória. Quando essas funções estão acalmadas, sua atenção fica mais disponível para o trabalho com imagens.
Eu enfatizo a expiração, e não a inspiração, porque a respiração para aquietação começa para fora e não para dentro. Nosso modo habitual de respirar (para dentro-para fora) excita nosso sistema nervoso simpático e estimula a produção de adrenalina. A respiração com ênfase para fora, em contrapartida, estimula o sistema nervoso parassimpático e o nervo vago, o que ajuda a tranquilizar e relaxar o corpo.
Quando você sentir que sua respiração está confortável e que é hora de começar o exercício, dê-se a instrução de respirar para fora três vezes (ou duas ou uma, conforme o caso). Isso pode soar estranho, mas é bem simples. Você expira e então inspira; para fora e para dentro; e depois para fora novamente, em um total de três respirações para fora e duas para dentro. Depois disso comece seu exercício com imagens, respirando normalmente.
Durante o trabalho, sua atenção estará voltada para as imagens e sua respiração tomará conta de si mesma. Quando o exercício estiver terminado, você pode respirar para fora antes de abrir os olhos.
Para estabelecer esse padrão inverso de respiração, você só necessita de alguns segundos. Expirar primeiro e inspirar depois tornar-se-á automático uma vez que você tenha aprendido a criar imagens.
OBTENDO RESULTADOS
Faça um esforço no sentido de praticar seus exercícios de imagens regularmente (ou o quanto for recomendado para cada um deles), mas não dirija nenhum esforço concentrado visando obter resultados. Este enfoque "sem exigências" pode lhe parecer difícil a princípio: costumamos nos preocupar principalmente com resultados e os vemos como o aspecto mais importante da vida. Este não é o caso quando se trata do processo de cura. Mantenha sua atenção estritamente no processo de criação de imagens e na intenção de cura.
Quanto mais você se preocupar em ficar bem, mais estará dificultando seu processo de cura. A ação de se curar passa-se no momento presente. Ao dirigir sua atenção para o passado ou o futuro (resultados), você se distancia do campo de ação. Assim que começar a se ocupar dos resultados, você também vai começar a sentir ansiedade, medo ou preocupação, ou os três juntos. Pensar no passado suscita, frequentemente, sentimentos de culpa, depressão e arrependimento. Qualquer um desses sentimentos pode afastá-lo de sua tarefa, interrompendo, assim, sua concentração na cura.
Tanto na criação de imagens como em nossas vidas cotidianas, devemos nos desincumbir de nossa parte e, ao mesmo tempo, deixar que o universo faça a sua. Nós certamente controlamos nossas crenças sobre o que fazemos no e para o universo. Este é, porém, todo o controle que temos. Além disso, só podemos esperar pacientemente pela resposta.
Mesmo que você esteja sofrendo e queira desesperadamente sentir-se melhor, não fique prevendo resultados. Será que você não notou que, quanto mais você deseja ver resultados, mais seu sofrimento aumenta? Quando suas esperanças não se concretizam, você se sente desapontado e ainda mais desesperançado, e seu estado piora.
Assim, crie coragem: se você deixar os resultados virem por si sós vai experimentar alívio, se não uma cura total, em um espaço de tempo relativamente curto. Mas não pergunte quanto tempo isso vai levar. Esqueça os resultados um momento. Apenas responsabilize-se pelo seu próprio esforço e faça a sua parte.
Se você não consegue deixar os resultados virem por si sós, aqui vai um modo simples de você se ajudar. Repare quando tiver expectativas e veja-se cortando-as com uma tesoura e jogando-as por cima do ombro, no mar; ou veja as expectativas subindo ao ar como um balão.
DURAÇÃO DOS EXERCÍCIOS
A regra geral da terapia por imagens é a de que menos é mais. Quanto mais curta a imagem, mais poderosa ela é. Não leva muito tempo até que você experimente uma sensação qualquer. Quando você houver percebido uma sensação, as imagens terão realizado seu trabalho. Se você não sentir nenhuma sensação ou emoção após um período relativamente curto de tempo, não fique se esforçando para trabalhar mais com aquela imagem em particular. Em vez disso, tente outra imagem.
Quais as sensações que você pode sentir? Elas variam de pessoa para pessoa e de problema para problema. As sensações incluem contrações, pulsações, calores, coceiras, dores, formigamentos, zumbidos e assim por diante.Muitos tendem a pensar que um esforço maior traz maiores resultados, mas o trabalho com imagens atua no sentido oposto. Ao praticar a cura pelas imagens estamos dando o pequeno empurrão que estimula as nossas próprias poderosas reações.
A maioria dos exercícios deste livro leva de 1 a 5 minutos. Muitas pessoas acham que isso é pouco em relação ao que elas poderiam ou deveriam estar fazendo, principalmente quando estão com doenças graves. Sua ansiedade frequentemente cria a ideia de que elas não deveriam medir esforços. Porém, a aplicação constante de um esforço simplesmente não é necessária no trabalho com imagens.
Uma vez que um exercício inicial com imagens foi completado, precisamos somente de pequenos lembretes para estimular a memória corporal da atividade de cura. As imagens precisam ser praticadas, mas não devem se tornar uma obsessão. Precisamos somente disparar um gatilho para colocar em andamento os mecanismos fisiológicos que auxiliam na restauração do corpo. Nós nos condicionamos, através das imagens, a estimular os processos de cura através de uma figuração mental.
O HORÁRIO PARA OS EXERCÍCIOS
Recomendo que, em geral, os exercícios sejam feitos pela manhã, antes do café, ao entardecer e antes de dormir. Estes são três pontos de transição significativos — entre o sono e o despertar, entre o dia e a noite e entre a vigília e o sono, respectivamente. Em alguns casos, naturalmente, a hora do dia em que você faz o exercício estará a ele diretamente relacionada.
Eu gostaria de enfatizar que é melhor fazer o trabalho com imagens antes de começar sua rotina diária — quer dizer, antes do café — e que você deve incorporar os exercícios ao seu ritual de levantar-se e lavar-se. Fazer os exercícios a esta hora é uma boa preparação para as atividades que se seguirão e determina uma atitude positiva para enfrentar o dia.
COMEÇANDO O PROCESSO DE CURA: PASSO A PASSO
Você já está apto a começar e o procedimento não pode ser mais simples:
1. Sente-se na Postura do Faraó (se a situação permitir).
2. Diga para si qual a intenção do exercício. Qualquer intenção que você se dê está correta.
3. Feche os olhos.
4. Respire o número de vezes prescrito para o exercício. Lembre-se de que a expiração deve ser longa e lenta, enquanto que a inspiração pode ser feita normalmente. Todo o processo deve ser realizado sem esforço.
5. Comece a fazer seus exercícios específicos com as imagens. Permita-se receber as imagens sem se esforçar para isso.
Trabalhe em tantos problemas ao mesmo tempo quantos você queira ou precise. Você encontrará seu próprio ritmo à medida que for progredindo, especialmente quando encontrar suas próprias imagens.
Abra e feche os olhos e faça, entre os exercícios, a respiração indicada. Lembre-se de que todos temos a capacidade de criar imagens, mudar os exercícios existentes ou criar outros. Somos livres para nos expressarmos através das imagens. Não há restrições nem limites para as possibilidades.
VAMOS AGORA CUIDAR DE VOCÊ, ESPECIFICAMENTE...
SENTIMENTO DE CULPA
Nome: A Fita Vermelha e Falando o que Pensa
Intenção: Eliminar sentimentos de culpa.
Freqüência: Uma vez por dia, de 3 a 5 minutos (para o Falando o que Pensa somente até 3 minutos), durante 7 dias. Se você sentir que precisa continuar, faça-o por mais 14 dias.
Muito se fala sobre sentimentos de culpa frequentemente associados com nossa consciência. Na verdade, a consciência está presente em alguns de nós (embora não em todos) para evitar nossos atos destrutivos para com nós mesmos ou para com outras pessoas.
Tecnicamente, o que sentimos depois de cometermos um ato contrário à nossa consciência é remorso, embora, em geral, digamos que é culpa. A consciência evita que cometamos estes atos de antemão. O remorso, bem como os "sentimentos de culpa", é uma reação a um fato consumado. Como quer que você chame esta reação, estes sentimentos sufocam o crescimento pessoal, pois são uma forma de se fugir da responsabilidade por nosso comportamento, seja ele assumido ou não. Em outras palavras, nós não só nos sentimos culpados pelo que fazemos, mas também pelo que deixamos de fazer.
Em qualquer um dos casos, não fique aprisionado ao passado. Responsabilize-se pelo que fez ou deixou de fazer. Saiba que existem consequências para os seus atos que você terá que aguentar; perdoe-se e peça perdão à pessoa a quem você magoou ou ofendeu. Compense-a de alguma forma, se for o caso, e continue a viver no presente, agindo tão eticamente quanto for possível.
Os exercícios que se seguem têm funcionado como aliados poderosos na luta em que muitos de meus pacientes se engajaram para se libertar do domínio paralisante dos sentimentos de culpa. Descubra qual dos exercícios lhe é mais adequado e fique com ele. E impressionante o que você descobrirá sobre si mesmo ao explorar a culpa deste modo.
A Fita Vermelha
Feche os olhos. Respire três vezes. Veja uma fita vermelha à sua frente. Escreva nesta fita as características das quais você quer se livrar, inclusive a culpa. Liste estas características na ordem da importância que têm para você. Coloque a fita ao redor do pescoço.
Respire uma vez e vá da cidade para um deserto que você já tenha visto ou lido a respeito. Encontre uma cachoeira próxima a uma grande rocha. Na frente da rocha, cave um buraco. Pegue todas as características na fita e as expulse, uma a uma, respirando e dizendo o nome de cada uma (não em voz alta, mas lá no deserto). Depois disso, coloque a fita em cima da rocha e queime-a. Coloque as cinzas no buraco, encha-o e coloque a rocha em cima. Respire uma vez e vá até a cachoeira. Escale a cachoeira até o alto, subindo através da própria água. Veja e sinta a força da água passar por você, limpando-o e carregando todos os resíduos de culpa. Depois de chegar ao topo, estique as mãos, as palmas voltadas para cima, para o sol, e absorva-o um pouco em suas mãos, colocando-as então sobre qualquer parte de seu corpo para gerar saúde e bem-estar. Respire uma vez e saia da cachoeira. Deixe o sol secá-lo. Coloque uma roupa limpa e volte para sua cadeira, sentindo a culpa desaparecer. Então abra os olhos.
Falando o que Pensa
Feche os olhos. Respire três vezes. Imagine-se falando com a pessoa com quem você está em conflito exatamente sobre o assunto pelo qual se sente culpado. Expresse seu pensamento diretamente, dizendo o motivo pelo qual você se sente culpado. Então troque de lugar com a outra pessoa. Torne-se este outro e fale com você como se fosse ele. Respire uma vez. Então seja você novamente e expresse o ressentimento que há por trás da culpa. Respire uma vez. Agora troque de lugar e responda ao que você sentiu. Respire uma vez.
Torne-se você novamente e expresse as exigências por trás do ressentimento. Não disfarce suas exigências com perguntas ou acusações. Respire uma vez. Seja a outra pessoa e responda às exigências que você acabou de fazer. Repare como você se sente quando troca de lugar. Quando você é a outra pessoa, o que diz? Então abra os olhos.
Espero, sinceramente, que você tenha gostado e que se permita experimentar essa técnica...

Namastê
Retirado do link : http://docs.com/N4OM
Psicólogo Wladimir Baptista  -   Facebook http://www.facebook.com/wladimir.psi


Abraços Fraternos! _/\_

INFORMAÇÕES E  AGENDAMENTO :
Agende sua Sessão (Reiki, Radiestesia, Auriculoterapia, Cromoterapia, Terapia Piramidal, Cristaloterapia):
Quantum Terapias Holísticas (42) 9931 2021
Ponta Grossa PR - Centro
E-mail: quantumterapias@hotmail.com

FORMAÇÃO TERAPÊUTICA:
Usui Reiki Ryoho, Gendai Reiki-Ho, Karuna Ki, Reiki Egípcio –Sekhem - Seichim – SKHM, Reiki Tibetano, Komyo Reiki Kai, Radiestesia e Radiônica Mentalista, Auriculoterapia Chinesa, Cristaloterapia e Cristais Etéricos, Terapia Piramidal, Cromoterapia. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário